Psicanálise e dialética do real

de 

Silvia Montefoschi

Autora: SILVIA MONTEFOSCHI

Tradução: ADRIANA TANESE NOGUEIRA

Revisão: RAQUEL LIMA

Primeira edição pelo LABORATORIO RICERCHE EVOLUTIVE di GIANPIETRO GNESOTTO, Editore. Primeira edição: 1989

Segunda edição pela Zephyro Edizioni.

Edição brasileira: Biblioteca 24 horas.com

 

Detalhes do produto

  • Capa comum: 106 páginas

  • Editora: Biblioteca 24horas; Edição: 1 (2020)

  • Idioma: Português

  • ISBN-10: 6586144183

  • ISBN-13: 978-6586144185

  • Dimensões da embalagem: 21 x 14 x 0,5 cm

  • Peso de envio: 181 g

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Sumário

 

Premissa

  1. A ruptura da consecutio temporum

  2. A estrutura antinômica da psique como fundamento do sistema de conhecimento

  3. A consciência introvertida e a consciência extrovertida

  4. A crise do sistema de conhecimento antinômico e a catástrofe da razão

  5. O conflito entre filosofia e ciência

  6. A reflexão psicanalítica como síntese dos antinômios

  7. As antecipações epistemológicas da psicanálise

  8. O retorno da dialética

  9. O salto dialético da dialética

  10. Para além da contradição

  11. A herança de Hegel

Prefácio da tradutora

 

Silvia Montefoschi foi uma das maiores pensadoras e psicanalistas italiana da segunda metade do século XX. 

 

O livro que segue é uma apresentação do lugar que a psicanálise ocupa no âmbito geral dos saberes, tanto o científico como o filosófico, definidos pelos seus métodos de conhecimento ou sistemas de conhecimento: o primeiro, produção do pensamento objetivante; o segundo, resultado do pensamento dialético. Montefoschi revela, nesse pequeno e denso livro, a psicanálise como a síntese das duas áreas do saber, transcendo-as numa nova consciência do ser já inaugurada por Freud, sem que ele tenha se dado consciência disso.

 

O livro começa e termina com sonhos, presumivelmente da autora. Coerentemente com o método psicanalítico, os sonhos são o caminho para o inconsciente, ou melhor, a voz direta do inconsciente, e estes certamente dão a direção do pensamento. A partir da reflexão sobre a prática analítica, Montefoschi chega a identificar a estrutura antinômica da psique que está a fundamento dos dois modos antitéticos de conhecer o mundo. Expõe então como estes são expressões ambos da dinâmica cognoscitiva do ser e como, consequentemente, a realidade Una engloba em si o sujeito cognoscente e o objeto conhecido.

 

Para apreender numa única visão sujeito e objeto do conhecimento é preciso de um terceiro que emerge ainda timidamente em Jung e faz sua entrada definitiva no pensamento psicanalítico com Montefoschi. Se trata do “sujeito reflexivo”, resultado de um desdobramento ou até mesmo de uma quebra do sujeito cognoscente para que o projeto psicanalítico apontado por Freud, “trazer o inconsciente à consciência”, possa de fato se realizar. O sujeito reflexivo é o terceiro, é o olho que vê a nova realidade única de sujeito cognoscente e objeto conhecimento como aspectos do ser numa relação dialética, já que ao se fazer consciente o objeto se faz sujeito e ao ser transformado pelo objeto, o sujeito se faz objeto. 

 

Montefoschi apresenta a psicanálise como a “filosofia última”, na acepção hegeliana, aquela que chega por último e que reúne em si todas as outras, pois ela reconhece na subjetividade individual a universalidade do discurso humano e neste último o reflexo da dinâmica do ser ainda inconsciente. Num percurso rápido e sintético pela filosofia e ciência, Montefoschi explicita como a psicanálise surge coerentemente na história como resposta aos desafios e crises que vinham surgindo na busca humana pela compreensão da realidade do ser.

 

A escrita de Montefoschi segue um movimento dialético, numa dança que apresenta os conceitos e vai recuperando-os conforme o discurso se enriquece de novas perspectivas e aprofundamentos. Nada fica para trás, a visão é levada adiante num movimento espiralado sempre mais amplo, sempre mais rico, sempre mais denso. É um livro para ser degustado com calma ou lido várias vezes, mas mesmo não o compreendendo por completo, pois é necessária uma bagagem filosófica, ele deixa um sabor de alegria profunda, de alívio até: o alívio do ser em nós se enche de amor diante da libertação finalmente possível.

 

 

Adriana Tanese Nogueira

Boca Raton, FL – USA, janeiro de 2020.

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